Abel Braga Reflete sobre Rivalidade e Humanidade no Futebol Após Tragédia Pessoal
De acordo com o vídeo publicado pelo canal Sentimento Tricolor:
- O vídeo recorda um momento emocionante do futebol, especificamente o jogo entre Fluminense e Sport no Brasileirão de 2017.
- Abel Braga, técnico do Fluminense, enfrentou a dor de perder seu filho João Pedro poucos dias antes do jogo, mas decidiu participar.
- A torcida do Sport demonstrou respeito e carinho ao aplaudir Abel Braga, transformando o evento em um momento histórico.
- Anos depois, em um podcast, Abel refletiu sobre a lição que aprendeu com a situação, especialmente em relação à rivalidade no futebol.
- Ele reconheceu a futilidade da rivalidade, destacando que a dor da perda o levou a uma perspectiva mais humana sobre o esporte.
- Abel enfatizou a importância de humanizar a relação entre torcidas e pregou a paz no futebol, em contraste com a violência que às vezes ocorre nesse meio.
Assista ao vídeo Emocionante demais - que baita lição do Abel Braga para todos nós. #futebol #notíciasdofluminense.
Transcrição do vídeo
Esporte Fluminense na Ilha do Retiro sempre vai me lembrar um dos momentos mais bonitos que eu já vi no futebol. Brasileirão de 2017. O confronto do Fluminense com o Sport aqui mesmo. Na época o técnico do esporte era o Vanderlei Luxemburgo e o técnico do Fluminense era o Abel Braga, que num trágico acidente doméstico, poucos dias antes, havia perdido o filho João Pedro Braga e fez questão mesmo assim de estar presente no jogo para comandar o Fluminense. E a maneira na qual ele foi recebido pela torcida do Sport entrou pra história. Olha só que bonito, né? O carinho da torcida do Sport. O respeito e os aplausos ao técnico do Fluminense, Abel Braga. Se emociona o técnico Abel Braga. É aplaudido por todo o estádio. Tem o nome gritado também aqui na Ilha do Retiro, Abelão. Anos depois, Abel Braga participou do Charla Podcast e reviveu aquele momento aqui na Ilha do Retiro e compartilhou uma mensagem, um aprendizado que ele teve. Inacreditável, partindo de um pai que sofria naquele momento a dor da perda de um filho. Primeiro, cara, que aquilo ali me mostrou uma lição muito única. Por que única? Porque eu trabalhei duas vezes como treinador de Santa Cruz e o maior rival sempre foi o esporte. Fica dentro de você aquele aquele negócio, sabe, da rivalidade. É um negócio burro. Teve aquele momento, né, que eh perdeu um filho, mensurável, inimaginável e porque a gente, por mais que fale, a gente não a gente não consegue, o vazio, a dor não, ela não passa nunca. Foi no dia do jogo, presente o abate falou não, não vem, cara, eu vou. Foi pro jogo. O Lux era o treinador, ia ter um minuto de silêncio, mas eles postaram logo assim bem na linha lateral ali, sabe, entre os bancos. E o Vanderlei falou: “Não, cara, vem aqui”. Fiquei perfilado ali. Ele foi também. Ele junto do time dele, junto do meu e falou e falou, né? Minuto de silêncio, homenagem póstal, tal, tal. O cara veio aquele aplauso, vem a emoção, as lágrimas, a saudade, a dor da perda aquela coisa toda. E vem um pensamento que é incrível ter naquele momento, mas eu tive o quanto tempo eu fui imbecil em criar essa rivalidade com o esporte. Então, eu tinha comigo essa rivalidade e o que eu recebi foi totalmente o contrário, cara. E pensar que ainda existe gente no mundo que briga, que leva o futebol pra violência. Quando você tem um profissional renomado, que mais do que isso era um ser humano em dor naquele momento e que mesmo assim chegou uma conclusão tão humana e tão bonita sobre esse jogo que a gente tanto ama. No.